Quinta-feira, Dezembro 7

To whom it may concern

Nada melhor do que um bom filme. Vai vir um engraçadinho com a piada ‘ou eu não sei ver filme ou tu não sabe fuder’, com toda a razão. Se o blog não fosse meu, com certeza eu seria o engraçadinho. Mesmo no meu blog, eu seria capaz de escrever um comentário como anônimo, só para não deixar passar essa. Então, para não correr esse risco, reitero: poucas coisas são melhores do que assistir a um bom filme. Ver o colorado fazer golo no olímpico seria um belo exemplo. Enfim, quatro filmes me chamaram a atenção nesses últimos tempos:
- ‘O ano em que meus pais saíram de Férias’ – 2006.
É sensacional. Um casal, no início de 1970, ‘sai de férias’ e deixa o único filho na casa do avô. A vida do menino que é tarado por futebol muda completamente. O conflito dos brasileiros que viviam divididos entre o amor (Seleção Brasileira na Copa do Mundo) e o ódio (ditadura militar) com a Pátria é abordado no filme.
Obs.: Antes de ir ao Unibanco Arteplex é bom certificar qual a sala que rodará o filme. Eu assisti na sala 8, algo que mais se parece com uma quadra de futsal. Depois querem que as pessoas não tenham preconceito com o cinema nacional.
- ‘Os Infiltrados’ (The Departed) 2006.
A expectativa pré foi proporcional à frustração pós. Porra, o trailer de um filme de Scorsese, com Jack Nicholson, Matt Damon, DiCaprio e outros nomes importantes, causa uma ansiedade no público. Esqueceram de avisar o roteirista. É uma história que tem tudo para ser boa e infelizmente acaba caindo num clichê daqueles.
- ‘Volver’ – 2006.
Ducaralho. É uma história envolvente, muito bem amarrada.
Quiçá o melhor de Almodóvar. Criativo, dramático, inteligente, atual, cômico, trágico e especialmente sarcástico.
- ‘A cidade Perdida’ (The lost city) – 2005.
Andy Garcia esperou 16 anos para dirigir e estrelar ‘A cidade perdida’. O orçamento ficou abaixo dos U$ 10 milhões. É sensacional. Mostra a vida de Havana mudar completamente quando as forças revolucionárias de Fidel Castro e Che Guevara tomam conta. Quem é admirador de qualquer um desses dois pode se preparar para ficar com nojo dessas figuras depois de assistir a esse filme.
Isso tudo significa que, muito provavelmente, vou demorar para ver um filme bom novamente. Pelo menos um lançamento. Depois me perguntam porque gosto de comprar DVDs. Poder assistir Scarface, High Fidelaty ou Pulp Fiction quando eu bem entender não tem preço. Os quatro filmes acima descritos, certamente, estarão na minha prateleira assim que estiverem em liquidação nas Americanas.
Bom findi.

1 Comments:

At 9:42 AM, Blogger Marcella ﻬ said...

Eu ainda não vi "O Ano..." por pura incompetência. Sabe aquela certeza de que o filme é bom, mesmo sem ter visto?!? Eu tenho isso direto, uma viagem. Verei nesse final de semana. Assim como "O Ilusionista", que tem o Ed Norton no elenco, então já vale...Já tenho certez de que vou amar! bom, concordo contigo quando tu diz que poucas coisas são tão boas quanto ver um filme...Não tenho limites. Veria um atrás do outro. Como eu faço, volta e meia, no cinema. Mas paree que as pessoas apreciam cada vez menos...
Tem mais é que comprar os dvds e apreciar quantas vezes quiser! O meu sonho de consumo são todas as caixas dos diretores bons...Ai, ai, ai

 

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